14 fevereiro 2015





isto passou-se há alguns anos, em pleno chiado, numa véspera do dia de são valentim. ia eu pelo passeio, esmagado pelo mercantilismo delicodoce vigente, quando à minha frente um bando de miúdas do liceu pára para observar uma montra. não era decerto diferente das outras nesta ocasião: ursinhos meigos, chocolates cordiformes, lingerie ousada e demais artigos avulsos onde ‘amo-te’, ‘quero-te’ e ‘adoro-te’ são as mensagens subliminares. de súbito, uma delas afasta-se do vidro e retoma o passo, dizendo com enfado “já não há pachorra para o cabrão do love e coiso” e eu, confesso, estive quase quase a dizer-lhe “vem a meus braços rapariga, talvez não saibas, mas foi na mouche”.






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