Mostrar mensagens com a etiqueta alberto de lacerda. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta alberto de lacerda. Mostrar todas as mensagens

03 agosto 2018






Prazer. Mais do que isso. A pureza de uma tarde de sol sem
humidade nem nuvens.
Deserto. Não propriamente deserto.
Mas o tumulto estático da areia infinita.

Corpo. Não propriamente um corpo.
Um elo. Um anel não fechado.

Um homem.
Não propriamente um homem.

Um deus.
Exactamente um deus.





Alberto de Lacerda




28 dezembro 2012








Poema






Por que pairas?
Por que insistes?
Por que pairas se deixaste
que te prendessem terrenas 
falsas tranquilidades?
Por que negaste o que eras -
nuvem íntegra, real,
sobre as mentiras do mundo?
Às vezes cantas em tudo.
Mas é tão triste e tão tarde.
Meu amor, porque vieste?
Nunca tivera sabido
como se nasce e se morre 
de repente ao mesmo tempo
para sempre, ó arrastada
humana deusa frustrada
água irmã da minha sede
luz de toda a claridade
que só em ti neste mundo 
para mim era verdade.







Alberto de Lacerda








31 maio 2012





Murmuro o teu nome ao rés da relva

Murmuro-o
Em diagonal da terra ao céu azul
Radiante

Felicíssimo
Não entendo nada.






Alberto de Lacerda