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27 junho 2017






fábula de uma lisboa mais amarga




era um sítio mágico, suspenso no tempo, ao fundo daquela avenida inundada de jacarandás. 
e quem olhava para o edifício nunca adivinhava os segredos escondidos no seu interior. 
ali pude ver bom teatro e ouvir boa música, foi naquele bar que reencontrei amigos 
que não via há trinta anos. e, claro, jamais esquecerei que naquelas salas foram lançados 
os meus dois (três) livrinhos. para além da profunda tristeza pelo sentimento de impotência
perante esta vertigem voraz do imobiliário, que vai matando lenta e inexoravelmente 
as memórias mais doces da cidade, só lamento não poder ser ali que se irão festejar 
os gloriosos duzentos e sessenta e quatro aniversários da imortal cossoul.






http://observador.pt/2017/06/26/depois-de-132-anos-a-sociedade-guilherme-cossoul-precisa-de-uma-morada-nova/