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23 julho 2012












Soneto de mal amar








Invento-te recordo-te distorço
a tua imagem mal e bem amada
sou apenas a forja em que me forço
a fazer das palavras tudo ou nada.

A palavra desejo incendiada
lambendo a trave mestra do teu corpo
a palavra ciúme atormentada
a provar-me que ainda não estou morto.

E as coisas que eu não disse? que não digo:
meu terraço de ausência meu castigo
meu pântano de rosas afogadas.

Por ti me reconheço e contradigo
chão das palavras mágoa joio e trigo
apenas por ternura levedadas.









José Carlos Ary dos Santos











17 maio 2012











um homem na cidade



as palavras de ary dos santos, musicadas por josé luís tinoco 
cantadas por ivan lins e tocadas pelo trio de bernardo sassetti


pois... já era mais-que-perfeita 
antes de se tornar irrepetível