30 junho 2026






leituras  de  junho


















:: notas :: 



jazz

henri matisse

ed. sistema solar

 

“quem quiser entregar-se à pintura, deve começar por fazer com que lhe cortem a língua” - e está tudo dito!

 


ré : obra reunida

patrícia baltazar

ed. do lado esquerdo

 

de saudar a edição da obra reunida (mais dispersos e inéditos) de uma das vozes mais singulares da poesia actual, desaparecida cedo demais. esta recolha obrigatória é um must.

 


corps vivants : michel-ange et rodin 

chloé ariot + marc bormand 

ed. gallimard

 

para recordar, no rescaldo de uma bela exposição...

 


a rosa devorada pelos espinhos

vv. aa.

ed. língua morta 

 

a ideia é válida e esboça-se um retrato aceitável do que tem sido a poesia lusa nestes últimos 25 anos. e poderia até ser outra coisa, mas é o que é. numa antologia crítica, tão mordaz para "os do costume", louvam-se alguns, omitem-se olimpicamente outros e... cai-se no erro do costume: maldizem-se as "capelinhas" mas a nossa (deles) é inatacável.

 


o século dos imbecis

valter hugo mãe

ed. porto editora

 

uma agradável surpresa. nunca gostei do que escreveu anteriormente (recordo dois livros, de leitura inacabada) mas esta novela é diferente: história da vida e morte de um marquês que emburrece quando desce o monte (e ganha lucidez e inteligência quando o sobe) e de como isso condiciona a vida de todos os que o rodeiam, numa prosa propositadamente algo arcaica, mas com ironia, graça e imaginação.

 






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