jazz
henri matisse
ed. sistema solar
“quem quiser entregar-se à pintura, deve começar por fazer com que lhe cortem a língua” - e está tudo dito!
ré : obra reunida
patrícia baltazar
ed. do lado esquerdo
de saudar a edição da obra reunida (mais dispersos e inéditos) de uma das vozes mais singulares da poesia actual, desaparecida cedo demais. esta recolha obrigatória é um must.
corps vivants : michel-ange et rodin
chloé ariot + marc bormand
ed. gallimard
para recordar, no rescaldo de uma bela exposição...
a rosa devorada pelos espinhos
vv. aa.
ed. língua morta
a ideia é válida e esboça-se um retrato aceitável do que tem sido a poesia lusa nestes últimos 25 anos. e poderia até ser outra coisa, mas é o que é. numa antologia crítica, tão mordaz para "os do costume", louvam-se alguns, omitem-se olimpicamente outros e... cai-se no erro do costume: maldizem-se as "capelinhas" mas a nossa (deles) é inatacável.
o século dos imbecis
valter hugo mãe
ed. porto editora
uma agradável surpresa. nunca gostei do que escreveu anteriormente (recordo dois livros, de leitura inacabada) mas esta novela é diferente: história da vida e morte de um marquês que emburrece quando desce o monte (e ganha lucidez e inteligência quando o sobe) e de como isso condiciona a vida de todos os que o rodeiam, numa prosa propositadamente algo arcaica, mas com ironia, graça e imaginação.








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