21 março 2018





se  o  que  escrevo  é  poesia





não, não fico embaraçado quando me perguntam
se o que escrevo é poesia. sinceramente, a maior
parte das vezes até acho engraçado pensarem isso
desta sucessão de palavras, do encadear de frases


em textos tão pouco válidos. e acrescento que me
diverte bastante a ideia de que a disposição dessas
linhas segundo uma estrutura formal que favorece
o alinhamento a uma das margens, permitindo de


modo nítido a sua truncagem, sugira intencionais
propósitos poéticos ao seu autor. alguém que regra
geral mais não fez que possibilitar o aparecimento
de algumas zonas deixadas em branco na página


que afinal se foi preenchendo quase sem querer.






2 comentários:

  1. Achei graça a esta fábula do josé luís e tenho andado a pensar no assunto...
    Parece que o ritmo é o elemento formal mais indispensável à poesia, já que a "poesia em prosa" também de o ter.

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