09 fevereiro 2016






fábula  em  post-scriptum






a erva que ainda cresce sobre a minha sepultura de mármore
estremece de frio embalada pelo vento agreste da montanha
e alimenta-se do que em tempos foi a espuma da minha maré
deixando-se afagar pelas promessas segredadas às velas mudas


também sonhos me deixaram outrora acorrentado a este porto
e não senti que morria um pouco em cada segredo não contado
não só o vento morre sobre o mármore feito um rio num delta
como também morre a erva que cresce sobre a minha sepultura







2 comentários:

  1. Não vale a pena estar aqui a inventar para sair do óbvio.
    Pronto, é assim: gosto muito desta fábula e era bom que escrevesse mais, que amarrasse em livro as que tem... Olhe, que o josé luís fizesse qualquer coisa para termos as histórias mais a jeito de comer. (Assim, a lembrar a Natália...)

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