27 fevereiro 2018





saudades  de  lavachequirri





ainda não sabia ler quando surgiram
na minha vida uns pequenos triângulos
de queijo, que apareciam sobre a mesa
muito bem acondicionados em caixas
redondas de cartão. a minha mãe logo
desembrulhava o papel de prata de um
deles, onde pontificava o sorriso de uma
alegre vaca francesa e, enquanto barrava
no pão o pedaço amolecido, dizia-me o
nome mágico: lavachequirri. recordando
agora esses lanches, penso na facilidade
com que esta língua adapta a sua grafia
a palavras alheias, e ocorre-me que se
isto fosse um pouste no feissebuque
talvez até recebesse muitos laiques.




8 comentários:

  1. sempre me admirei com a maneira como os triângulos cabiam, tão certinhos, dentro da caixa redonda...

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  2. Também me lembro desse queijo, que gostava... Bem, não sei se era gostar (mesmo!) do queijo ou daquele efeito de coisa de brincar... É que agora não gosto desse queijo, no sentido de apreciar, embora consiga comer.
    (Sei que há à venda, até de várias marcas.)

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    1. tudo mas tudo (até aquele queijo) sabia melhor naquela altura ;)

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  3. Engraçado, só o descobri já adulta, por recomendação médica. Era o único que podia comer e até gostei, mas agora enjoei um bocadinho, ainda há para lá caixas no frigorífico...pode ser agora que o poema me ajude a acabar com eles.
    ~CC~

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  4. Oh... gostei tanto, josé luís!

    Aqui também se podem fazer laiques, não podem? :-)

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    1. claro que sim :) vá, tome lá um triangulozinho

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