11 janeiro 2016







Epígrafe




Se algum dia alguém chegar a ler
este dizer agreste,
provavelmente pensará: que pálida lanterna;
não é deste metal que a luz é feita.

Calma. Pois não.

Mas quem assiduamente
visita os desvãos onde a noite se acoita
não precisa de mais que o clarão desta treva,
desta cegueira sem cão e sem bengala,
para no escuro rasgar o seu caminho
e nele ir progredindo às arrecuas.







A.  M. Pires Cabral







2 comentários:

  1. Saio daqui, rumo a outro blogue e o que encontro? De novo A. M. Pires Cabral. :) Uma simpática coincidência.

    Boa semana.

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