05 janeiro 2016







deixa-me  ser  (uma  fábula)






deixa-me ser o timoneiro dos teus sonhos de rumos perdidos
o padrão erigido na foz do rio que desagua na tua caravela
a vela içada sem medo na madeira dos teus mastros erguidos
o pincel mágico capaz de te captar nas cores de uma aguarela


deixa-me ser uma nau plantada na floresta do teu mar sem fim
a amarra solta ao vento no cordame que ao teu convés arranco
o único grão de areia na praia do teu corpo espraiado em mim
a espuma de uma onda colorida na tua maré a preto e branco








2 comentários:

  1. Eu queria dizer mais alguma coisa do que "ah, tão lindo!", "que bem lhe saiu"..., mas a constipação está a toldar-me o pensamento.
    E tudo aquilo é válido, sim!

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