22 setembro 2015






fábula  do  destino  numérico





assim que o espelho caiu no frio chão de pedra
e se estilhaçou em mil e um pedaços brilhantes
pensou nos sete anos de azar que lhe estavam
desde logo destinados. e maldisse essa injusta
falta de sorte, não ter ali à mão mais dezanove
espelhos que pudesse deixar cair, um após outro,
até ao fim: sempre viveria até aos cento e quarenta.







6 comentários:

  1. E a gargalhada que eu dei? :-)
    Que maravilha, josé luís...

    ResponderEliminar
  2. Até a mim me custa a acreditar no que fiz: agarrei na máquina de calcular e estive a fazer contas. Cento e quarenta... Perfeito. ;)

    ResponderEliminar
  3. Ahahaha!! Mas cento e quarenta é muito ano, não?
    bjs

    ResponderEliminar