09 junho 2015






fábula  dos  mapas  mundi





o meu corpo é um pergaminho sem qualquer palavra
e a pele que o cobre outra página ainda por escrever
espero que nele inscrevas a fábula circular que contém
a impaciente bússola que contraria qualquer portulano
as velhas lendas sobre o inaudito cântico das sereias
um pendular relógio solar sem tempo para se medir
o astrolábio infalível recortado contra essa vela latina
que impele a nossa nau agora ancorada e sem rumo
nas águas mansas de um porto de abrigo que sei ser
o teu corpo feito carta de marear ainda sem palavras





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