26 maio 2015






fábula  desaguada  em  mim,  desaguada  em  ti





continua a haver um tesouro escondido em ti. nem sempre
me foi possível descobrir sob que mistério se ocultava, mas
sei que permanece intacto. lembra-te do que te disse quando
deitei o teu corpo no escuro frio das águas, das palavras que
te sussurrei, letras diluídas que inscrevi num beijo nos teus
lábios serenos: o teu rio sem foz só pode desaguar em mim.


continua a haver um tesouro escondido em mim. nem sempre
te foi possível descobrir sob que mistério se ocultava, mas
sabes que permanece intacto. lembro-me do que disseste quando
deitaste o meu corpo frio no escuro das águas, das palavras que
me sussurraste, letras diluídas que inscreveste num beijo nos meus
lábios serenos: o meu rio sem foz só pode desaguar em ti.





4 comentários:

  1. Fábulas à desgarrada;)
    A primeira parte vem da semana passada, que eu fixei!
    Bonita, essa sintonia.

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  2. Gostei imensamente. Um gosto desaguado em mim.
    O trabalho não me permitia as visitas 'blogueiras' que desejava, mas prevejo parar muitas vezes por aqui para 'fabular'. :)

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