19 maio 2015






fábula  desaguada  em  mim





continua a haver um tesouro escondido em ti. nem sempre
me foi possível descobrir sob que mistério se ocultava, mas
sei que permanece intacto. lembra-te do que te disse quando
deitei o teu corpo no escuro frio das águas, das palavras que
te sussurrei, letras diluídas que inscrevi num beijo nos teus
lábios serenos: o teu rio sem foz só pode desaguar em mim.







6 comentários:

  1. As suas histórias de água continuam tão cristalinas!

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  2. Que fábula linda, josé luís! já a tinha lido logo após a publicação, mas faltava vir aqui escrever isto. :-)
    Um abraço e bom resto de domingo.

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