07 janeiro 2014








fábulaquando








quando a minha sombra de árvore morta escurecer a floresta dos mares
quando num cais encontrares a âncora do rio que nunca soube perder
quando morrer na praia a memória da última onda que a maré esqueceu
quando o vento já não puder segredar o silêncio a estas velas sem mastro
quando quiser ler na serena ondulação da tua pele outra carta de marear
quando a última rota do meu mapa for inscrita nesse teu diário de bordo


deixa-me ficar comigo, deixa-nos desenhar linhas começadas por quando









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