12 novembro 2013









fábula  da  palavra  inaudita







e assim que me deitarem à água fazes-me um último favor?
ainda que saibas escrever cartas de amor como um cartógrafo
tenta navegar seguindo a orla da praia triste dos meus olhos
desenha as tímidas linhas nuas do teu corpo no meu coração
promete-me que inventas uma palavra que jamais alguém ouviu
que a escreves sem letras nos meus lábios para que a aprenda
e que a apagas logo a seguir para não me esquecer de a lembrar









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