10 setembro 2013








fábula  da  rima  forçada







assim rezam os actos:
foi um certo anglicismo
que precipitou no abismo
policarpo duarte matos,
pois chegou a anunciar
que a partir de certo dia
passava a assinar
polycarpe d. m.
e seu nome se leria
∞-carpe diem,
infinito latinismo obscuro.
mas colher o dia presente
e ser o menos confiente
possível no futuro
é como forçar uma rima
com que não se atima,
é terminar um verso
que não teve comerço,
como se um flamingo
fosse nosso amingo.










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