28 dezembro 2012










Poema






Por que pairas?
Por que insistes?
Por que pairas se deixaste
que te prendessem terrenas 
falsas tranquilidades?
Por que negaste o que eras -
nuvem íntegra, real,
sobre as mentiras do mundo?
Às vezes cantas em tudo.
Mas é tão triste e tão tarde.
Meu amor, porque vieste?
Nunca tivera sabido
como se nasce e se morre 
de repente ao mesmo tempo
para sempre, ó arrastada
humana deusa frustrada
água irmã da minha sede
luz de toda a claridade
que só em ti neste mundo 
para mim era verdade.









Alberto de Lacerda










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