13 novembro 2012






























[ captadas por irving penn durante as sessões para a escolha da capa do álbum “tutu”, estas são necessariamente duas fotografias mais-que-perfeitas: na primeira, creio que apenas pretendia fotografar o acto de ouvir música, pois é apenas isso que conseguimos escutar quando fixamos aqueles olhos fechados pelos dedos e aqueles lábios prestes a entoar num sopro a melodia que se está a ouvir. na outra, uma mão negra de palma tão clara como a minha empunha um trompete de um dourado baço; embora pareça imóvel, o trompete está vivo, ouço-lhe a respiração: um silvo agudo aqui, um murmúrio ali. dizem-me que há quem não veja o trompete, e apenas se aperceba dos dedos mágicos, dobrados misteriosamente, mas creio não ser esse o meu e o teu caso, leitor ]











1 comentário:

  1. UUUUUUUUUU..... essas imagens têm mais vida dentro do que muitos de nós..... palpitam, vibram, respiram... corpos vivos... "É uma tal Aleluia" diria a Clarice se as visse...

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