23 junho 2012





se alguém disser






se alguém disser que morri, avança até à varanda do céu,
escuta a noite e recolhe o meu corpo da espuma dos planetas.
não deixes que o meu rosto se dissolva nas tuas mãos,
insiste no meu nome até que o mar ascenda à tua boca.
e de luar em luar celebra o coração que fiz teu, mudamente,
como se o amor fosse sobreviver às veias paradas de sangue.







Vasco Gato




2 comentários:

  1. Adoro este poema, que me soa sublime e eterno, como o amor deve(ria) ser.

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